estudo amplifon
10 Março 2017
Categoria Notícias

PORTUGAL É O 2.º PAÍS NO MUNDO COM PIOR AUDIÇÃO

Os países com pior audição são, por ordem decrescente, a Nova Zelândia, Portugal e a Bélgica, tendo em conta a capacidade de compreender uma pessoa, quando exista muito ruído de fundo, ou de ouvir devidamente alguém a falar num espaço relativamente silencioso. Estas são conclusões do índice de audição realizado no âmbito do “Coping with Noise”, um estudo recente lançado pela Amplifon, conduzido pela GfK Eurisko, onde foram ouvidas 8.800 pessoas, tendo por referência o índice de exposição ao ruído (ENPI) em 47 cidades de 11 países*

 

Com base na quantidade, na recorrência e na duração do barulho a que as pessoas estão expostas nas grandes urbes, foram identificadas várias correlações perigosas, desde logo as que se estabelecem entre o ruído e os distúrbios altamente debilitantes: 30% das pessoas expostas a elevados níveis de ruído indicaram perturbações de humor (irritabilidade, ansiedade, nervosismo), insónia ou dores de cabeça, enquanto as pessoas menos expostas ao barulho com os mesmos sintomas não superam os 16 por cento. 

“A exposição ao ruído pode prejudicar a audição, causando danos anatomofisiológicos no sistema auditivo, dependendo da intensidade e duração da exposição, e ainda da suscetibilidade de cada pessoa ao barulho. Esta condição pode levar a uma perda auditiva induzida pelo ruído e, por vezes, pode desencadear outros distúrbios auditivos como zumbidos e hiperacusia, ou seja, a intolerância a sons baixos ou moderados”, disse Celso Martins, diretor técnico da Amplifon. 

De acordo com o estudo “Coping with Noise”, o barulho do trânsito, as conversas entre pessoas, a música de fundo e os transportes públicos são, por esta ordem decrescente, as quatro maiores fontes de ruído à escala global, com Portugal e a Itália a partilharem o lugar cimeiro quando analisado o primeiro tópico (barulho do trânsito). Se considerarmos todas as variáveis, Portugal divide com a França e o Reino Unido o terceiro lugar do ranking dos países com maior índice de exposição ao ruído – cerca de 7 por cento da população está diretamente exposta –, superados apenas pela Itália (com um registo de 10 por cento) e EUA (16 por cento).

O consumo de álcool, o tabaco, a obesidade, a hipertensão, a diabetes e a hipercolesterolemia influem também negativamente na saúde auditiva. Do mesmo modo, os picos de som a que hoje nos sujeitamos quando decidimos ouvir música, seja na discoteca, no carro ou através de auriculares, devem-nos fazer pensar, evitando, tanto quanto possível, comportamentos de risco.

* EUA, Itália, Portugal, França, Reino Unido, Bél-gica, Espanha, Austrália, Holanda, Nova Zelândia e Alemanha


FONTE: Jornal de Saúde Pública (Março 2017)

10 Março 2017
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10 Março 2017
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Perda auditiva não diagnosticada pode aumentar isolamento social

Um estudo recente realizado pela Universidade de Columbia Britânica no Canadá (University of British Columbia, UBC), publicado na revista Ear and Hearing, revelou que a perda auditiva desconhecida e não tratada está associada a um aumento significante de risco de isolamento social, em especial em pessoas com idades compreendidas entre 60 e 69 anos de idade. 
10 Março 2017
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Peso infantil pode estar relacionado com problemas auditivos e visuais

 Peso infantil pode estar relacionado com problemas auditivos e visuai
12 Dezembro 2016
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Peso infantil pode estar relacionado com problemas auditivos e visuais

Recém-nascidos abaixo e acima do peso podem estar relacionados a problemas visuais e auditivos, quando atingimos a meia idade. Estes são alguns dos principais resultados de um estudo levado a cabo pelo Manchester Biomedical Research Centre, realizado por pesquisadores da University of Manchester, em Inglaterra. 


Efetivamente, o estudo revelou que bebês muito pequenos ou muito grandes tendem a ter uma audição, visão e função cognitiva mais debilitadas. Uma acentuada queda de peso dos bebes maiores, de 10 a 90%, fez com que estes tivessem registado melhorias na audição, visão e cognição na sua fase adulta.

O estudo sugere também que a desnutrição pode impactar o desenvolvimento da mente e do sistema sensorial e que, por sua vez, o aumento dos hormônios (substâncias químicas produzidas por glândulas do sistema endócrino ou por neurônios especializados) podem impactar o desenvolvimento neuro-sensorial. 

O estudo foi baseado em dados do banco de recursos biológicos do Reino Unido, o UK Bobam, com a participação de mais de 43.000 com idade entre 40 e 69 anos, em todo o Reino Unido. Os pesquisadores utilizaram técnicas estatísticas para corrigir outras fontes de deficiência, como tabagismo, carência econômica e outras condições de saúde existentes. 

Fonte: www.medicalxpress.com

12 Dezembro 2016
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