Problemas auditivos no aviao
02 Janeiro 2017
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Porque é que uma viagem nas alturas pode causar complicações à nossa audição?

As viagens de avião ocorrem em grandes altitudes, normalmente em torno dos 10.000 metros de altura. Convém assim recordar algumas leis da física: à medida que a altitude aumenta, a pressão do ar diminui. Ora, para evitar que os passageiros se sintam mal, as cabines dos aviões são pressurizadas como se estivéssemos a uma altitude equivalente aos 2.000 metros acima do nível do mar. Por causa da diminuição da pressão, a presença do oxigênio no ar diminui e os gases dentro do nosso corpo aumentam de volume. 

 

Normalmente, as pessoas conseguem suportar bem a mudança de pressão até determinados níveis, mas mesmo assim podem acontecer problemas nos ouvidos.

Dentro do ouvido médio, a pressão normalmente é igual à de fora do nosso corpo. Sempre que a pressão da cabine do avião desce, cria-se uma diferença de pressão entre o ouvido médio e o ambiente da cabine. Esta situação bloqueia a trompa de Eustáquio e pode provocar a sensação de ouvido tapado e uma complicação chamada de barotrauma. Sempre que isso acontecer, o passageiro sente uma pressão forte dentro do ouvido e, por vezes, dor. Neste caso será necessário “desentupir” os ouvidos.

Que medidas se devem tomar para prevenir estes problemas?

O risco pode ser reduzido com manobras que promovam a abertura da trompa de Eustáquio, como por exemplo, através da ativação dos músculos da mastigação e da deglutição ou do aumento forçado suave da pressão da nasofaringe. Assim, são estes os nossos conselhos para prevenir, ou resolver, estes sintomas: 

  • Mobilizar a musculatura de mastigação e deglutição durante os procedimentos de decolagem e aterragem (mastigar e deglutir algum alimento, uma pastilha, beber pequenas quantidades de líquidos). As crianças devem ingerir líquidos
  • Manobra de Valsalva (expiração suavemente forçada, com a boca fechada e os dedos comprimindo o nariz)

E se os ouvidos não “desbloquearem”?

Se algumas horas depois de sair do avião os seus ouvidos continuarem “bloqueados” ou a dor persistir, deve consultar um médico otorrinolaringologista. 
Uma nota final para referir que os utilizadores de aparelho auditivo, idealmente, devem retirá-lo durante o trajeto de avião e só voltar a coloca-lo quando chegarem ao destino.

Todas as informações contidas neste texto possuem um caráter informativo, não substituindo, em hipótese alguma, as orientações de seu médico.

02 Janeiro 2017
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A otite externa, conhecê-la a fundo

 ouvido otite externa
12 Setembro 2016
Categoria Notícias

A otite externa, conhecê-la a fundo

A otite externa, também conhecida como "ouvido de nadador", é a inflamação da pele do canal auditivo externo, que transporta os sons do exterior ao tímpano.

Geralmente, só ocorre quando o nosso ouvido está em contacto com a água de forma intensiva, como na praia ou na piscina ... o que favorece o desenvolvimento de fungos e bactérias.Outras vezes, a otite é o resultado de alergias, eczemas, feridas por arranhões ou danos com objetos afiados.

Sinais e sintomas

O principal sintoma da otite externa é a dor de ouvido, que pode variar de um simples incômodo até uma dor severa, com ou sem prurido. Às vezes o ouvido drena, o que dificulta a audição quando se junta com outras impurezas ou com a própria inflamação.

Como prevenir a otite

Ao tomar duche ou banho, secar perfeitamente os ouvidos com a toalha ou secador. Não limpar o ouvido com qualquer objeto ou eliminar a cera.

Tratamento para otite externa

Se algum dos sintomas acima descritos aparecerem, deve consultar um audiologista, impedindo a entrada de água no ouvido. O tratamento da otite externa leve é geralmente solucionado com gotas e antibióticos corticosteroides, sendo curada entre 7 a 10 dias.


Fontes
http://kidshealth.org
http://www.arrakis.es/~fcoglez21/Otitisexterna.htm
http://www.botanical-online.com
www.i-natacion.com

12 Setembro 2016
Categoria Notícias

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